Todos estão no mesmo barco. Mas estão remando na mesma direção?
Empresas
O papel da liderança e do clima organizacional na construção de equipes que compreendem sua responsabilidade pelos resultados.
Uma empresa pode reunir profissionais competentes, bons processos e metas bem definidas. Ainda assim, alguma coisa pode não funcionar como deveria.
Às vezes, o problema não está na capacidade individual das pessoas, mas na forma como elas estão trabalhando juntas.
Porque uma equipe não é apenas um conjunto de profissionais ocupando diferentes funções.
É um grupo de pessoas que, de alguma maneira, está no mesmo barco.
E quando o barco está navegando bem, talvez seja fácil esquecer que todos têm responsabilidade pelo seu funcionamento.
O problema aparece quando começa a entrar água.
Quando cada um olha apenas para o próprio lado
Imagine uma equipe na qual cada profissional está preocupado exclusivamente com sua própria tarefa.
Um cumpre sua meta. Outro entrega seu relatório. Outro resolve seus problemas.
Mas ninguém olha para o que está acontecendo ao redor.
Quando surge um problema que afeta o conjunto, a pergunta passa a ser: “Isso é responsabilidade de quem?”
Esse tipo de comportamento pode revelar algo importante sobre o clima e a cultura daquela organização.
Isso, não quer dizer que todos precisam fazer tudo. Cada profissional possui suas responsabilidades.
Mas uma equipe saudável precisa compreender que o trabalho de cada pessoa pode influenciar o trabalho dos demais.
O líder precisa enxergar o barco inteiro
É justamente aí que a liderança exerce uma função fundamental.
Um líder não deve ser apenas aquele que distribui tarefas, cobra prazos e acompanha indicadores.
Ele precisa compreender sua equipe. Perceber conflitos. Identificar dificuldades. Orientar. Dar feedback. Reconhecer bons resultados. Corrigir comportamentos inadequados.
E, principalmente, ajudar cada pessoa a compreender qual é a importância do seu papel dentro do conjunto.
Uma liderança despreparada pode até conseguir resultados durante algum tempo. Mas, quando a pressão aumenta, os problemas tendem a aparecer.
Liderar pessoas exige preparo para lidar com pessoas.
“Grandes coisas nos negócios nunca são feitas por uma só pessoa. Elas são feitas por uma equipe de pessoas.”
— Steve Jobs
A ideia por trás dessa frase é simples, mas profunda: resultados consistentes dificilmente dependem exclusivamente de uma pessoa.
O barco não depende apenas de um bom remador. Depende de uma tripulação que compreenda que todos estão dentro do mesmo barco.
O papel do RH não termina no treinamento
O treinamento de lideranças é importante.
Mas capacitar um líder e depois simplesmente deixá-lo seguir sozinho pode não ser suficiente.
O RH pode exercer um papel muito mais próximo das lideranças, acompanhando indicadores e procurando compreender o que está acontecendo dentro das equipes.
Como está a rotatividade?
Existem conflitos recorrentes?
As pessoas estão conseguindo trabalhar bem juntas?
A comunicação funciona?
Existe competição saudável ou as pessoas estão disputando espaço umas contra as outras?
Essas perguntas podem ajudar o RH a identificar situações que, muitas vezes, não aparecem nos relatórios tradicionais.
O clima de uma equipe também pode ser um indicador de que alguma coisa precisa ser observada.
Competição pode estimular. Competição excessiva pode prejudicar.
Competir faz parte de muitos ambientes profissionais.
Metas, reconhecimento e desafios podem estimular o desenvolvimento.
O problema surge quando a competição deixa de ser saudável.
Quando alguém passa a esconder informações para prejudicar um colega.
Quando o resultado individual passa a ser mais importante do que o resultado da equipe.
Quando pessoas começam a trabalhar umas contra as outras.
Ou quando determinados comportamentos passam a ser tolerados porque “essa pessoa entrega resultado”.
É preciso muito cuidado.
Um profissional pode entregar excelentes resultados individuais e, ao mesmo tempo, produzir efeitos negativos sobre a equipe.
Por isso, avaliar desempenho não deveria significar olhar apenas para números.
Também é necessário observar como esses resultados estão sendo alcançados e qual impacto estão produzindo nas pessoas ao redor.
Nem todo problema aparece imediatamente
Um ambiente organizacional raramente se deteriora de uma hora para outra.
Pequenos conflitos podem se acumular.
Uma comunicação mal conduzida pode gerar ressentimentos.
Uma liderança que não escuta pode afastar sua equipe.
Uma competição excessiva pode transformar colegas em adversários.
E comportamentos inadequados, quando ignorados repetidamente, podem acabar sendo incorporados à própria cultura daquele ambiente.
Por isso, o acompanhamento é tão importante.
Prevenir um problema costuma ser muito mais simples do que tentar reconstruir uma equipe depois que a confiança foi perdida.
E quando o líder também precisa ser acompanhado?
Essa talvez seja uma das reflexões mais importantes.
Quem acompanha o líder?
O fato de alguém ocupar uma posição de liderança não significa que esteja acima de avaliação, desenvolvimento ou feedback.
Pelo contrário.
Quanto maior a responsabilidade sobre pessoas, maior deveria ser também a preocupação com o desenvolvimento daquele profissional.
O RH pode ajudar nesse processo, não apenas oferecendo treinamentos, mas criando mecanismos para compreender como aquela liderança está sendo percebida pela equipe e quais resultados seu modelo de gestão está produzindo.
Isso não significa transformar a organização em um ambiente de vigilância.
Significa criar uma cultura na qual lideranças também aprendem, recebem feedback e são responsáveis pelo ambiente que ajudam a construir.
Todos estão no mesmo barco
Talvez essa seja a principal mensagem.
Uma empresa precisa de profissionais competentes.
Precisa de líderes preparados.
Precisa de processos eficientes.
Mas também precisa de pessoas que compreendam que suas atitudes não terminam no limite da própria função.
Quando o barco está navegando bem, todos se beneficiam. Quando começa a entrar água, todos precisam perceber.
Não significa que todos tenham a mesma função.
Significa que todos precisam compreender sua responsabilidade.
E é justamente nesse ponto que liderança, RH e clima organizacional se encontram.
Na Prime Estágios, acreditamos que pessoas fazem parte do resultado
Nosso trabalho começa muitas vezes antes mesmo da chegada de um profissional à empresa, por meio dos processos de seleção e da aproximação entre pessoas e organizações.
Mas selecionar bem é apenas o primeiro passo.
A construção de uma boa equipe depende também de liderança, ambiente, comunicação, desenvolvimento e clareza sobre o papel que cada pessoa desempenha.
Por isso, acreditamos que encontrar bons profissionais é importante. Criar condições para que eles possam contribuir e se desenvolver é igualmente importante.
No final, talvez a pergunta não seja apenas:
“Quem está remando?”
Mas também:
“Todos sabem para onde estamos indo?”
E, principalmente:
“O que estamos fazendo enquanto começa a entrar água?”
Equipe Prime
Conteúdos sobre estágio, empregabilidade e mercado de trabalho, produzidos a partir da experiência da Prime Estágios na conexão entre estudantes e empresas.